“…Esse é que é o problema todo. Não se pode achar nunca um lugar quieto e gostoso, porque não existe nenhum. A gente pode pensar que existe, mas, quando se chega lá e está completamente distraído, alguém entra escondido e escreve “Foda-se” bem na cara da gente. É só experimentar. Acho mesmo que, se um dia eu morrer e me enfiarem num cemitério, com uma lápide e tudo, vai ter a inscrição “Holden Caufield”, mais o ano que eu nasci e o ano em que morri e, logo abaixo, alguém vai escrever “Foda-se”. Tenho certeza absoluta."
O Apanhador no Campo de Centeio - J.D. Salinger
domingo, 10 de março de 2013
sexta-feira, 8 de março de 2013
Pega essa rosa e...
Começaram a pipocar as "belíssimas homenagens" ao dia da mulher no meu Facebook... Posso estar errada de me sentir incomodada com esse tipo de postagem, mas sei lá, a maioria que eu vejo é nesse segmento: ou devemos nos orgulhar por "suportar" a nossa própria natureza (sobrevier a menstruação, a TPM, conviver com a celulite) ou então nos orgulhar pela nossa vaidade (e aí entra o martírio da depilação, o terrível desespero de uma unha quebrada, e uma infinidade de motivos que tantas outras dessas Ginas indelicadas da vida usam pra definir uma mulher como forte!). Compartilhar esse tipo de 'pensamento' não seria o mesmo que regredir? Da mesma forma que um boçal compartilhar seu orgulho de ser branco, de ser hétero, de ter nascido em determinado estado? Nunca entenderei o orgulho de algo pelo qual não se luta.
Sou contemplada com uma maldita cólica todo mês e que remédio nenhum dá jeito, só que mesmo assim não tenho orgulho, por exemplo, de trabalhar aguentando a cólica. Tenho orgulho de trabalhar! De travar essa luta diária que inclui não curvar a cabeça pras injustiças da vida, com cólica ou sem cólica, de unha feita ou não.
Por essas e outras que eu acho essa data nada especial. É tanta ofensa disfarçada de homenagem, e pior, com tamanha visibilidade e aceitação que só fazem tirar a beleza, e também a consciência que esse dia deveria ter.
Obs.: não é incômodo pelo orgulho das características femininas, orgulho pelo nosso corpo. É incômodo desse pensamento propagado de que nos dias de hoje a nossa maior luta é contra os nossos... hormônios?!?! Pena que não dá pra ~ Gina ~ ser mulher de verdade um dia, um diazinho só, pra "ela" ver que TPM é fichinha perto de que temos que enfrentar até mesmo em situações simples do dia-a-dia, como pegar ônibus por exemplo. Daí ela saberia que cera quente dói menos que as observações machistas das quais não passamos ilesas um dia se quer, inclusive de homens ditos sensíveis, inclusive de mulheres ditas independentes. Só que nesse caso ambos não conseguem se livrar dos estigmas dessa sociedade em que o machismo passa batido, amparado ao "foi só uma piada", "foi só uma comentário" "deixa de ser chata, foi só uma brincadeirinha" e não enxergam que isso só atrapalha a nossa liberdade. Porque, meus queridinhos, a falta de respeito é a base de todas as injustiças.
Então, meu Feliz Dia da Mulher vai pra toda mulher que vai pro carnaval, vai pro baile funk, vai pro show de rock rodar a camisa, vai pra onde ela quiser sem ligar para os pobres hipócritas que as julgam nas redes sociais, mas que não largam dos seus pés na vida real. Pra toda mulher que prefere ficar em casa a pagar meia entrada na baladinha só porque, bem, é mulher. Pra toda mulher que diz "olha pai, eu te amo mas desculpa, não quero ser advogada, nem médica, eu quero ser________" e preenche a lacuna do seu futuro como bem entende. Pra toda mulher solteira com filho pra criar, conta pra pagar com um salário vergonhosamente inferior ao do pai do seu filho, pai este que ainda assim, só na base da polícia pra pagar pensão alimentícia. Vai pra toda mulher que tira a metade de um seio e sabe que continua linda. Pra toda mulher que não é escrava da Claudia, da Marie Claire. Pra toda dona de casa, que escolheu ser dona de casa, pra toda ativista, que escolheu ser ativista, e que em alguns casos podem ser a mesma mulher. Pra toda mulher provida de empatia, que sabe o quão arriscado é julgar. Vai pra uma infinidade de mulheres que merecem respeito todos os dias, não só no dia 8 de março. Porque quem precisa do calendário é o coelhinho da páscoa, o papai noel. Nós mulheres, não precisamos de uma data pra existir, muito menos pra persistir.
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
preguiça sentimental
Eu como pessoa apaixonada não sou nada apaixonante, disseram. O que considero normal mas minhas amigas consideram como "sem emoção". Só porque sou uma pessoa que vai ao mercado sozinha sem ficar imaginando o dito cujo passeando comigo na sessão de congelados. Ou por ser uma pessoa que dorme abraçada a um ursinho de pelúcia no alto dos seus 25 anos sem ficar melindrando o espaço vago na cama. É que eu como pessoa apaixonada não faço nada dessas coisas que os filmes românticos disseminam como atitudes normais de alguém que quer ficar com outro alguém. Entendam, eu quero ficar, mas eu quero que essa pessoa caia do céu no meu colinho. E quero estar sentada confortavelmente pra isso. Acho que não é pedir muito. Não quero lutar por outra pessoa, imagina só o trabalho que isso dá? Tenho preguiça só de pensar, sabe como é, me ataca a fadiga. Mais ou menos como a ideia de fazer academia, até gostaria mas, "não tenho tempo". Comodismo, derrotismo uma ova, bicho!, como se não bastasse o dia a dia em que eu sou obrigada a lutar por tantas coisas vem algum abestado dizer que eu PRECISO correr atrás da pessoa ~ amada ~ antes de tentar esquecê-la. Desculpa Forrest Gump, mas estou ocupada tentando não chutar o pau da barraca, me virando nos trinta pra bancar as minhas contas, camelando pra aprender direito a ser uma pessoa independente em todos os sentidos e por aí vai. Basicamente to na luta pra comprar umas frutas que não estejam podres nessa grande feira da vida adulta e todo mundo sabe o quanto isso já é difícil.
Lutar pelo amor? Não, hoje não. To meio cansada. Passa outro dia.
Lutar pelo amor? Não, hoje não. To meio cansada. Passa outro dia.
domingo, 24 de fevereiro de 2013
Isso não é um engano
- Alô, com quem eu falo?
- Com quem você gostaria de falar?
- Olha, essa pergunta é meio difícil de responder... Porque eu gostaria de falar com muitas pessoas. Com a Angelina Jolie por exemplo; com a Luana Piovani se ela não fosse tão antipática; com aquela Panicat morena dos cabelos cacheados, como é mesmo o nome dela? Não, não... Ela não é Panicat, acabo de me lembrar, ela é do Caldeirão do Huck, eu acho... Sabe?
- Vou ficar devendo essa informação...
- Tudo bem. Agora se você quer saber com quem eu PRECISO falar, eu infelizmente preciso falar com o Lázaro. Mas acho que eu me enganei de número, não é?
- Pois é. Essa não é sua noite de sorte...
Fez meu domingo, Brasil.
sábado, 23 de fevereiro de 2013
De Cila do Lino e Luiz doido, todo mundo tem um pouco.
Calçada é sempre um ótimo lugar pra embalar uma conversa, uma boa conversa. Se o assunto for sobre o passado então, melhor ainda! Agora, se os interlocutores partilham as mesmas histórias, bem, aí conversa deveria durar a noite inteira :)
Eu moro em uma cidade com aproximadamente 3 mil habitantes. Por aqui a gente mais ou menos conhece todo mundo, e se não conhece, basta alguém refrescar a nossa memória; "é filho de fulano, casado com ciclana, amante de beltrano!" funciona. Já a birutice alheia todo mundo conhece de cor. E preciso confessar que apesar do número assustadoramente pequeno de habitantes, temos uma bela lista de personalidades com parafusos a menos. Nossos ilustres malucos são como patrimônios históricos da cidade - disseminam jargões, tocam o terror, ridicularizam os "normais" (essa é sempre a melhor parte), e justamente por isso quando ao acaso "somem do mapa", fica um enorme vazio nas ruas dessa vilinha quase fantasma.
Atendendo a pedidos de uma pessoa ~ quase normal ~ aqui vai a uma lista dos principais integrantes da turma da camisa-de-força:
Carlito - O Carlito vem em primeiro lugar porque vira e mexe em alguma conversa nós lembramos dele, e sempre com a pergunta "onde foi parar o Carlito?". Esses dias me disseram que ele está bem, só isso, mas enfim. O Carlito de longe até que era bem normal, viu? Passava o dia inteirinho andando de bicicleta. Mas aí, se você desse um capacete pra ele... Ele passava o dia todo andando de bicicleta usando o capacete. O mesmo acontecia se você desse um chapéu de palha, um colar de pérolas, uma bota e bem, por aí vai. O Carlito era o tipo de louco "bonzinho" que até fazia favor pros outros e não incomodava. Ninguém ficava puto se, por exemplo, ele se sentasse junto com a gente no banquinho da praça. Muito pelo contrário! O Carlito era bem-vindo porque era engraçado, não de um jeito que as pessoas tirassem sarro dele, de um jeito natural, dando seus preciosos pitacos. E o Carlito também sabia "coisas". Não, ele não era vidente. Só tinha um lado meio fofoqueiro, e era só apertar pra gente ficar sabendo de um monte de barbaridades, hehe!
Legal - A Legal era a nossa quiromante oficial e por isso o apelido; chegava, pegava na mão da gente e ficava "hmmm, legal, legal...hmmm, legal, legal você vai conhecer uma pessoa...hmmm, legal". Desde que eu me lembro ela sempre foi bem velha, desdentada e uma boa avó durante o dia. Mas quando anoitecia ela entrava na pista pra negócio. Estava sempre em todas as festas, TODAS as festas possíveis. Acho que só eu não tenho uma foto de balada ao lado dela e infelizmente nunca terei. Ela morreu fazem uns dois anos, em uma festa de peão. Caiu da arquibancada e bateu a cabeça. Mas pelo menos morreu fazendo o que mais gostava - festando legal, como ela mesmo dizia.
Cidinha Sabugo - A cidinha sabugo era uma senhorinha magrinha-magrinha, com cara de índia. Andava sempre com uma sacolinha de marmita embaixo do braço e com a saia em cima dos peitos. Praticamente não conversava, mas quando queria xingar, saísse de perto quem não quisesse ouvir os mais baixos palavrões. Ela almoçava quase todo domingo em casa e ainda levava uma quentinha pro seu velho. De repente sumiu. Dizem que morreu.
Luiz Doido - Esse era um louco temido. Catador de latinhas, andava pra cima e pra baixo com um chicote na mão. Ele não fazia mal se você não o perturbasse, mas quem não conhece moleque que compre uma meia dúzia né não? Direto eu via ele correndo com o seu chicote atrás de algum sacaneador mirim. Uma vez ele acertou uma bela duma chicotada nas costas de um amigo meu, porque achou que ele é que tinha o insultado. Até hoje choro de rir quando lembro dessa história o de vergão de chicote nas costas do coitado. Luiz foi embora, mas direto eu vejo a mulher dele vagando nas cidades vizinhas, sempre bem arrumada e catando latinha. Talvez esteja o sustentando. Fica a dúvida.
O Gordo - Nossa, desse eu tinha PAVOR! Sério, pa-vor, me-do, pâ-ni-co. Logo que eu mudei pra cá me deparei com as cenas assustadoras que ele protagonizava. Era deixar o portão aberto pro gordo entrar pelado na casa alheia gritando "dãdãdã" e outras coisas incompreensíveis. Ele era novo, devia ter uns 14 anos nessa época e pouco tempo depois foi internado, pro meu alívio. E deve super adorar usar aquelas roupas de hospitais que deixam a bunda de fora.
Manda Chuva - O Manda Chuva é bem conhecido na região pelo seu ~ dom ~ de chamar chuva. Na verdade ninguém acredita nisso, mas ele mesmo sai espalhando como quem não quer nada seus feitos milagrosos pra desconhecidos; "Ce-ce-ce viu aquele cara pe-pe-dindo chuva? E choveu viu!" flagrei esse migué uma vez no circular. E na maioria das vezes ele realiza seu ritual exatamente quando desce do ônibus em frente o sítio que ele mora. Desce e logo em seguida começa a gritar "MANDA CHUVA SÃO PEDRO, MAAANDA CHUVA, TCHÔ TCHÔ TCHÔ! MANDA CHUVA SÃO PEDRO!" Só que ele também não faz cerimônia, grita em qualquer lugar que ele achar que precisa de uma chuvinha. Mas ele usa seus dons principalmente se algum pilantra pedir. E olha, gritando ele não gagueja nadinha, fato. Pra completar ele anda com uma bandeira de Santo Reis a tira colo, um louco todo personalizado.
Ovo em cima do telhado pra quê?
Beleza - O Beleza não é exatamente um louco. É um bêbado. Mas o que é realmente legal no Beleza é que ele quer parecer sóbrio. A gente sempre manja ele ensaiando quando vai se levantar, ensaiando uma conversa antes de chegar em alguma pessoa ou ensaiando como vai andar até sua bicicleta que sempre está caída em algum canto. Toda vez é assim, testa os passos, toma impulso e vai! Vai totalmente bêbado mas jurando que ta bem. Repetindo "Beleza, beleza... Ta tudo beleza!". Beleza é boa praça, e também não incomoda ninguém.
Sabará, Sabão e Pai-João - Também não são exatamente doidos, a loucura do trio é 90% culpa da pinga. De dia são uma família normal, mas de noite o bicho pega. O Sabão e o Pai-João só ficam falando bobeira, nada de grandioso. Mas o Sabará é um bêbado politizado. É só ele beber pra começar a falar de tudo que é merda que a prefeitura aprontou ou continha aprontando. Mas ele tem mesmo é "mágoa" de um ex-prefeito daqui, porque quase sempre é em frente a casa desse ex-prefeito que o Sabará fica gritando os podres políticos que sabe, principalmente os podres do mandato dele. Atitude que pra falar a verdade, dou total apoio.
Negão da paçoca - Ele realmente não é doido, eu acho. É um andarilho que vende amendoim, paçoca e pudim nas festas, em jogos, mas as vezes nem precisa ter um evento pra ele aparecer. Ele chega, arma sua cadeira e sua mesa e fica benzendo com seu saquinho de amendoim quem passa perto dele. O que ele tem de louco é o apetite. É uma lenda viva esse daí. Apesar de não ser da minha cidade, ta direto por aqui e já tive o desprazer de vê-lo comer um pudim inteiro (sim, as pessoas compram o pudim dele pra ele mesmo comer), depois comer dois lanches enormes e ainda tomar dois litros de coca. Sozinho. Por isso se você passar por essas bandas, e ver uma rodinha de pessoas gritando "VAI, NEGÃO!" não se assuste.
Cila do Lino - Desses não faço ideia do fim que tiveram. A Cila devia ter uns 40 anos quando não saia do posto de saúde porque estava grávida. De 18 meses. Do seu marido Lino. De quase 80 anos. Manja o Eustácio do "Coragem - O cão covarde" ? Então!O Lino era a personificação dele. E a Cila era tipo o Luiz Doido, não apresentava perigo se você não mexesse com ela. Mas ODIAVA principalmente, quando alguém mandava beijo pra ela. Eu sei porque fui inventar de não seguir o "conselho" do meu tio quando eu nem morava aqui, tava de férias e tinha só 10 anos. Veja bem, se você diz pra uma criança de 10 anos não mandar beijo pra uma pessoa, porque essa pessoa vai surtar, ficar doida, e fazer coisas doidas, o que você acha que essa criança vai fazer? Pois é, foi o pior beijo da minha vida, a minha sorte é que naquele tempo eu adorava correr.
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Pessoas são incríveis 02#
Quando tava rolando a pior pendenga amorosa da minha vida, contei pra uma amiga que eu havia conhecido um ~ outro cara ~ e que a pendenga tinha conseguido ficar pior ainda com o dilema trair or not trair. Daí que essa amiga segurou bem forte minhas mãos, olhou no fundo dos meus olhos e disse "olha, essa história só pode ter dois finais: ou você vai ficar com esse cara e gostar muito, ou você vai ficar com esse cara e não gostar nada. Mas de um jeito ou de outro, você vai acabar ficando com esse cara, sinto muito dizer isso". Mentira. Ela não segurou minha mão e a bandida mal tava olhando pra minha cara, mas devido a toda essa demonstração de sensibilidade apurada (!) e desse dom premonitório (?) eu percebi que aquela ali seria realmente uma grande amiga, seria A bff ♥, e minha migs preferida, com certeza a bundudinha mais importante, e como não falar do olhinho fechado mais legal de todos - mas só pra concluir o caso abordado no começo do texto, eu gostei médio, viu?
Ellen, eu juro, juro de pés juntos que eu não tenho absolutamente NADA pra reclamar de você. Não que eu tenha o direito de reclamar da "amizade" de qualquer outra pessoa, ninguém vem com um número de SAC que eu possa ligar e despejar minhas frustrações (bem que podia, né?) mas mesmo que existisse esse número pra reclamar de você, eu não teria motivos pra ligar. Minto. Ligaria só pra reclamar a distância, pra reclamar que você aparece bem menos do que eu gostaria.
Tem um monte de coisas absurdas que acontecem por um propósito. Blééé, quem eu quero enganar? Eu acho isso uma grande idiotice haha! Ficar tentando achar sentido em tudo o que acontece, e em tudo que é Monalisa... É uma puta perda de tempo só pra no final você descobrir que todo o mistério do quadro, ou da vida, é só um traveco das antigas. Acontece que trabalhar naquela loja, cujo o único objetivo dos donos era enriquecer fazendo a gente passar vergonha, porque não é possível fazer um uniforme de oncinha e ainda querer que a gente trabalhasse usando vários colares e várias pulseiras e brincos gigantes e maquiagens neon fluorescente furta cor e em alguns casos extremos, peruca, tendo que dizer de 5 em 5 minutos a maldita frase "posso ajudar?"... Por causa disso, antes mesmo da popularização dos memes eu já fazia minha poker face pro Klinger*. Continuando, acontece que trabalhar no meio dessa patifaria toda, nesse momento da minha vida que apesar de ridículo eu não tenho vergonha nenhuma de contar, eu conheci você (que romântico).E no final, contrariando todas as estatísticas que eu calculo aqui na minha cabecinha, isso fez e continua fazendo todo o sentido pra mim. Conheci outras pessoas muito legais além de você também, mas você ficou, o que eu acho incrível porque depois que voltei pra casa dos meus pais, a gente praticamente não se viu mais. Então tem que haver algum sentido nisso, porra!
Eu não lembrava desse detalhe, mas obrigada por ter ido comprar aquele edredom comigo. Obrigada por ter passado um tempo na minha casinha. Obrigada por ter me acompanhado nas várias partidas de Guitar Hero. Obrigada pelas infinitas duas cervejas no Unibar. Obrigada por ter me dito coisas legais quando eu chorei patética e desesperadamente por ter levado um pé na bunda. Obrigada por rir comigo de coisas que ninguém ri e por rir mais do que eu até. Obrigada por ser essa pessoa criativa que me ajuda nas ideias, que se empolga junto comigo, mas por favor, tente não se desempolgar junto comigo também haha. Obrigada por ter esse cabelo lindo e ser linda idem - mas eu te odeio por ter essa bunda grande com a minha sendo tão, tão reta. Obrigada por ter uma família tão legal com um pai que fica sacaneando suas amigas no MSN. Obrigada por ler os meus textos e ser simpática dizendo que gostou.
Sem a sua presença, um punhado de coisas que aconteceram na minha vida não teriam nem a metade da graça, e isso inclui até mesmo voadoras na parede.
Ellen, eu juro, juro de pés juntos que eu não tenho absolutamente NADA pra reclamar de você. Não que eu tenha o direito de reclamar da "amizade" de qualquer outra pessoa, ninguém vem com um número de SAC que eu possa ligar e despejar minhas frustrações (bem que podia, né?) mas mesmo que existisse esse número pra reclamar de você, eu não teria motivos pra ligar. Minto. Ligaria só pra reclamar a distância, pra reclamar que você aparece bem menos do que eu gostaria.
Tem um monte de coisas absurdas que acontecem por um propósito. Blééé, quem eu quero enganar? Eu acho isso uma grande idiotice haha! Ficar tentando achar sentido em tudo o que acontece, e em tudo que é Monalisa... É uma puta perda de tempo só pra no final você descobrir que todo o mistério do quadro, ou da vida, é só um traveco das antigas. Acontece que trabalhar naquela loja, cujo o único objetivo dos donos era enriquecer fazendo a gente passar vergonha, porque não é possível fazer um uniforme de oncinha e ainda querer que a gente trabalhasse usando vários colares e várias pulseiras e brincos gigantes e maquiagens neon fluorescente furta cor e em alguns casos extremos, peruca, tendo que dizer de 5 em 5 minutos a maldita frase "posso ajudar?"... Por causa disso, antes mesmo da popularização dos memes eu já fazia minha poker face pro Klinger*. Continuando, acontece que trabalhar no meio dessa patifaria toda, nesse momento da minha vida que apesar de ridículo eu não tenho vergonha nenhuma de contar, eu conheci você (que romântico).E no final, contrariando todas as estatísticas que eu calculo aqui na minha cabecinha, isso fez e continua fazendo todo o sentido pra mim. Conheci outras pessoas muito legais além de você também, mas você ficou, o que eu acho incrível porque depois que voltei pra casa dos meus pais, a gente praticamente não se viu mais. Então tem que haver algum sentido nisso, porra!
Eu não lembrava desse detalhe, mas obrigada por ter ido comprar aquele edredom comigo. Obrigada por ter passado um tempo na minha casinha. Obrigada por ter me acompanhado nas várias partidas de Guitar Hero. Obrigada pelas infinitas duas cervejas no Unibar. Obrigada por ter me dito coisas legais quando eu chorei patética e desesperadamente por ter levado um pé na bunda. Obrigada por rir comigo de coisas que ninguém ri e por rir mais do que eu até. Obrigada por ser essa pessoa criativa que me ajuda nas ideias, que se empolga junto comigo, mas por favor, tente não se desempolgar junto comigo também haha. Obrigada por ter esse cabelo lindo e ser linda idem - mas eu te odeio por ter essa bunda grande com a minha sendo tão, tão reta. Obrigada por ter uma família tão legal com um pai que fica sacaneando suas amigas no MSN. Obrigada por ler os meus textos e ser simpática dizendo que gostou.
Sem a sua presença, um punhado de coisas que aconteceram na minha vida não teriam nem a metade da graça, e isso inclui até mesmo voadoras na parede.
Não digo com frequência, porque na verdade não é algo que eu goste de dizer, mas, amo ♥
*Significado de Klinger: 1- Bicha afetada e insuportável com mania de grandeza e total falta de noção do ridículo. 2- Pessoa contratada pra tornar ainda mais infernal a vida de pobres garotas que ele maltratava só por terem nascido com uma parte da anatomia feminina que ele sonhava em ter.
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